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O PAPEL DO ORIENTADOR EDUCACIONAL NA APRENDIZAGEM

Ana Graciela Friederich Autor(a)[1]

Grazilaine Marques de Oliveira Tonin Autor(a)[2]

ProfªDrª Marlene de Almeida Denti[3]

FAISA Faculdades de Santo Augusto[4]

 

 

 

RESUMO:O momento atual pode ser considerado como um divisor de águas para os métodos de ensino, ultrapassando os tradicionais e consolidando os novos, que por sua vez precisam de constante desenvolvimento, devida interação entre os educandos e o mundo, que interferem no processo de aprendizagem. Com isso o papel do orientador educacional é de grande importância na escola, é um profissional que faz parte da equipe de gestão da escola, ele é responsável por auxiliar o professor no desenvolvimento educacional dos alunos. Além disso, o orientador ajuda a escola na organização e elaboração de propostas pedagógicas e no planejamento escolar, buscando sempre atender as necessidades dos educandos. Portanto o orientador poderá ajudar no dia a dia da sala de aula, junto com as dificuldades dos alunos e professores, como também nos problemas escola e comunidade/família, usando o diálogo como a ferramenta principal e motivando a participaçãosocial e o exercício da cidadania.

 

 

Palavras-chave:Orientação; Atribuições; Aprendizagem, Escola, Educando, Atualidade.

 

 ABSTRACT:The present moment can be considered as a watershed for the teaching methods, surpassing the traditional ones and consolidating the new ones, which in turn need constant development, due interaction between learners and the world, that interfere in the process of learning. With this the role of the educational advisor is of great importance in the school, it is a professional who is part of the school management team, he is responsible for assisting the teacher in the educational development of the students. In addition, the counselor helps the school in organizing and elaborating pedagogical proposals and in school planning, always seeking to meet the needs of students. Therefore, the counselor will be able to help in the day-to-day classroom, along with the difficulties of the students and teachers, as well as in the problems of school and community / family, using dialogue as the main tool and motivating the social participation and exercise of citizenship. Keywords: Guidance; Attributions; Learning, School, Educating, Upbringing.

1. INTRODUÇÃO

O presente artigo constitui-se na pesquisa sobre “O papel do Orientador Educacional na aprendizagem”. Inicialmente se propõe a analisar atribuições específicas deste profissional no contexto escolar, bem como, os desafios e complexidades em sua postura de mediador. No segundo capitulo busca-se um resgate históricos em relação a função do Orientador Educacional. Já no último capítulo retratamos a missão do Orientador Educacional na atualidade identificando a relevância de sua atuação, sua contribuição para um processo ensino-aprendizagem de qualidade, bem como, a possibilidade de ressignificarseu papel no contexto escolar.

Como docentes percebemos que, em geral, o trabalho realizado na área de Orientação Educacional, quando existe na escola, parece insuficiente quando não atinge os objetivos aos quais se propõe, por haver na prática, um equívoco a respeito da definição de função deste profissional que nas diferentes redes escolares, atua recebendo denominações variadas e exerce atividades também variadas.

Tal diversidade descaracteriza a verdadeiradimensão de seu fazer profissional e estabelece um conflito entre diversos papéis desempenhados pelos diferentes profissionais da educação. Dessa forma, cabe salientar a importância da atuação do Orientador nas instituições educacionais.

Quem é o orientador educacional? O Orientador Educacional é o mediador da escola. Ele é o elo entre educadores, pais e estudantes, esse profissional atua para administrar diferentes pontos de vista que acontecem no ambiente escolar, atuando nos problemas de dificuldades de aprendizagem e conflitos decorrentes entre alunos, professores e escola.

O que ele faz? Ele contribui para o desenvolvimento pessoal do aluno. Ajuda a escola a organizar e realizar a proposta pedagógica. Também trabalha em parceria com o professor para compreender o comportamento dos alunos e analisa e estuda como agir de maneira adequada em relação a eles e em seus conflitos e dificuldades. Ouve, dialoga e dá orientações.

Nesta perspectiva acreditamos que o orientador com seu papel mediador na escola possibilita auxiliar nas transformações da escola e com isso na sociedade. Historicamente, a função do orientador sofreu várias alterações e questionamentos tanto na teoria como na prática. Na atualidade se torna imprescindível a atuação desse profissional numa perspectiva crítica, conscientizadora e com ética no auxílio a pais e alunos e também na melhora moral, desenvolvendo valores na formação humana.

  1. ORIENTAÇAO EDUCACIONAL

 

2.1O PAPEL DO ORIENTADOR EDUCACIONAL NA APRENDIZAGEM

 

Ser orientador é uma opção, mas atuar como orientador significa enfrentar constantes desafios, buscando atitudes cotidianas que promovam a união e integração. O orientador atua promovendo uma prática que inclui, combatendo a discriminação, compreendendo e auxiliando o aluno em seu desenvolvimento pleno, sem preconceitos, com muito respeito, independente de sua condição econômica, da aparência física ou opção sexual de todos os sujeitos da educação. Ser desenvolver orientador é uma função na qual a intenção de solidariedade é o maior valor. (NOAL, 2004, p. 14).

 

A Orientação Educacional é uma das funções mais importantes na área de atuação do pedagogo. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96 estabelece que a formação dos Orientadores Educacionaisdeva acontecer em Cursos de Especialização, Pós-Graduação na área da Educação. É nesta área que acontece às estratégias da organização escolar, onde a ação do Orientador Educacional visa uma plena interação do aluno com o espaço escolar, sempre com apoio da família e da comunidade.

Devido às mudanças socioeconômicas e culturais ocorridas em nossa sociedade, a escola passa a ter responsabilidade pelo desenvolvimento integral do aluno, em seus vários aspectos: físico, intelectual, social, escolar, emocional, em todos os aspectos que a criança desenvolve durante o período que permanece na escola.

Para tanto o orientador busca em seu trabalho informações sobre a realidade dos alunos, em que tipo de sociedade que se está inserido e a partir do levantamento dessas informações e junto com a proposta pedagógica da escola busca realizar de forma adequada o seu papel dentro da escola.

Em Grinspun( 2003, p.92 )

 

A orientação deve buscar uma visão mais completa da realidade e do sujeito, as especificidades do campo de ação ajudam o entendimento da totalidade, sem perder de vista a singularidade. Nessa abordagem, novos aliados terão o trabalho próprio na escola, nos quais três indicativos se impõem: a comunicação, a argumentação e a reflexão. Eles são dados significativos á formação do sujeito. A multiplicidade dos enfoques e análises que caracteriza o fenômeno educativo não torna inócua a Orientação Educacional, ao contrário precisamos dela como campo de ação e investigação para dinamizar o processo educativo e a formação do aluno cidadão.

 

O Orientador, portanto faz um trabalho de interdisciplinaridade entre os fatos, situações, ações e tudo que leva o aluno a agir de determinada forma, buscando torná-lo mais crítico e consciente, evidenciando os conceitos de parceria, coletividade e principalmente perceber-se como membro da sociedade.

Para que a trajetória da orientação educacional ocorra com qualidade, é preciso entender que esse trabalho é atividade social constante, que auxilie os alunos em escolhas corretas e no processo de construção crítica e de consciência. Com isso a importância de analisar essa profissão em todas as dimensões, como o mundo e suas transformações, educação, trabalho, valores, desafios e as mudanças que vão surgindo, exigindo atualizações.

Dessa forma, o orientador educacional vai dividir a responsabilidade com todos os eixos da escola. Com união e parceria nesse trabalho cotidiano, se torna possível a construção de uma sociedade mais humana e justa, de forma democrática superando o individualismo na instituição de educação, proporcionando mais chances de formar alunos com uma nova visão e com condições de seguir nessa futura sociedade consciente.

De acordo com Luck (2007, p. 96):

 

A democratização dos processos de gestão da escola, estabelecida na constituição nacional, na lei de diretrizes e bases da educação nacional (lei nº 9394/96) e no plano nacional de educação, acentua a necessidade de ação coletiva compartilhada. A descentralização dos processos de organização e tomada de decisões em educação e a consequente construção da autonomia da escola demandam o desenvolvimento de espírito de equipe e noção de gestão compartilhada nas instituições de ensino, em todos os níveis.

 

Nesse sentido cabe salientar, a grandeza do trabalho do orientador e a autonomia deste profissional numa gestão democrática, pois dele parte a reflexãosobre a escola e o crescimento coletivo numa missão pautada no diálogo e na cooperação.Compreendemos a amplitude e importância de sua tarefa de zelar pela formação dos alunos como cidadãos, ajudar os professores a entender os comportamentos das crianças e cuidar das relações com a comunidade considerando ainda que suas atribuições estão inteiramente ligadas à aprendizagem, cidadania, valores, atitudes, reflexão e desenvolvimento no contexto educacional.

Na escola, o orientador educacional é um dos membros da equipe gestora, ao lado do diretor e do coordenador pedagógico. Ele é o principal responsável pelo desenvolvimento pessoal de cada aluno, dando suporte a sua formação como cidadão, à reflexão sobre valores morais e éticos e à resolução de conflitos.

Ao lado do professor, é evidente que esse profissional zela pelo processo de aprendizagem e formação dos estudantes por meio do auxílio ao docente na compreensão dos comportamentos das crianças, entram aspectos que as crianças aprendem na escola de forma não explícita: valores e a construção de relações interpessoais.

Por tratar diretamente das relações humanas, o orientador educacional,frequentemente, acaba por ter suas funções confundidas com as de outros profissionais como um psicológico, por exemplo. Essa confusão, no entanto, deve ser evitada, porque, embora também lide com problemas de convivência e com dificuldades de aprendizagem das crianças, a função do orientador se aproxima mais do aspecto pedagógico e não da dimensão terapêutica do atendimento. Isso fica explícito na fala de Grinspun (2006) sobre o que o Orientador Educacional não é em termos de formação profissional:

 

“(…) Afirmo que o profissional Orientador Educacional pertence ao grupo do magistério e não a outro grupo que atue (ou não) nas escolas, embora seu trabalho, em determinado momento, se relacione (ou até mesmo se fundamente), como por exemplo, na Psicologia, na Sociologia, na Administração, no Serviço Social etc. Portanto, o Orientador Educacional não é Psicólogo Clínico ou Escolar; não é Psicopedagogo; não é Assistente Social; e também não é técnico administrativo; não pertence a qualquer outra categoria que não faça parte do que denominamos ser o campo do magistério.” (GRINSPUN, 2006)

 

O Orientador não pode ficar o tempo inteiro em sua sala, apenas recebendo alunos expulsos da aula ou que desrespeitaram um colega ou um professor.  Na escola, sua equipe de trabalho deve ter este entendimento. Ele só consegue saber o que está acontecendo na escola, entender quais são os comportamentos das crianças e propor encaminhamentos adequados quando acompanha, convive e interage circulando pelos espaços junto aos educandos.

O olhar do orientador, evidentemente deve ultrapassar os muros da escola. O trabalho deste profissional deve servir de ponte para interligar a escola e a comunidade, entendendo sua realidade, ouvindo o que ela tem a dizer de forma democrática e acolhedora de modo que se estabeleça o diálogo entre suas expectativas e o planejamento escolar.

A escola precisa contar com o trabalho do orientador educacional e reconhecê-lo como profissional que trabalha diretamente com o aluno e se preocupa com a sua formação pessoal colaborando com o mesmo e identificando suas necessidades. A ele cabe desenvolver propostas que elevem o nível cultural do aluno e tudo fazer para que o ambiente escolar seja o melhor possível. O aluno, por sua vez, é a razão de ser da escola.

É relevante lembrarmos que o orientador educacional diferencia-se do coordenador pedagógico, do professor e do diretor. O diretor ou gestor administra a escola como um todo; o professor cuida da especificidade de sua área do conhecimento; o coordenador fornece condições para que o docente realize a sua função da maneira mais satisfatória possível; e o orientador educacional cuida da formação de seu aluno, para a escola e para a vida.

A Orientação Educacional está implicada na prática pedagógica da escola, na inserção, mediação e consecução dos objetivos e propostas da escola e está intrinsicamente comprometida com a educação e as políticas vigentes e, portanto, uma função importante que necessita de um profissional bem preparado, com sólida formação teórica e uma prática voltada à mediação, à construção coletiva do projeto educativo da escola, à integração escola-comunidade, professor-aluno, aluno-escola e ao desenvolvimento integral do aluno para a construção da cidadania.

 

2.2.ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL: DADOS HISTÓRICOS

 

A Orientação Educacional, nos primórdios de sua implantação, foi associada ao simples ajustamento dos alunos ao sistema e de forma ingênua achou que poderia excluir o conflito das relações interpessoais mediante enfoque “psicologista”, sem se aprofundar nas causas sociais dos conflitos e ajustando o aluno a um comportamento ideal para uma escola ideal.
Segundo Grinspun (2003) “a orientação estava dentro da escola e não se deu conta do seu papel. Aliás, assumiu, em alguns momentos, uma ingenuidade pedagógica, ouvindo, muitas vezes, as críticas às suas atividades, como sendo responsável pela fragmentação escolar, como não resolvendo todos os conflitos que a própria escola não dava conta de resolver”.

Sua prática foi muito criticada e em muitas escolas este serviço deixou de existir mesmo aparecendo em LDBs mais antigas como uma legislação específica, implementando a Orientação Educacional, seus atributos e formação.

Acreditamos que a partir deste estudo, retomando dados históricos podemos analisar o papel da orientação Educacional na escola e ressignificar a prática do Orientador Educacional. Nesse sentido rememoramos num breve histórico da Orientação Educacional na legislação educacional brasileira.

No cenário educacional a Orientação Educacional aparece desde a Constituição de 1937, durante o Estado Novo sob a ditadura de Getúlio Vargas, que promovia a disciplina moral e o adestramento físico da juventude para o cumprimento dos seus deveres para com a economia e a defesa da Nação, desta forma mantinha os alunos da elite ditos “normais” nos cursos regulares, e os alunos da classe trabalhadora ditos “menos favorecidos” no ensino pré-vocacional e profissional.       Para implantar a Constituição de 1937, no que se refere à Educação, foram criados diversos decretos-leis, denominados Leis Orgânicas do Ensino, que empreenderam uma série de reformas no ensino, referenciando, pela primeira vez, a profissão do Orientador Educacional.

A primeira referência à Orientação Educacional apareceu no Decreto-Lei nº 4.073 de 30/01/1942- Lei Orgânica do Ensino Industrial, instituindo a função nas escolas industriais ou técnicas. Depois, no Decreto-Lei nº 4.244 de 09/04/42 – Lei Orgânica do Ensino Secundário, a Orientação Educacional foi instituída nos estabelecimentos de ensino secundário.
Em todos os decretos-leis posteriores, até 1946, que ampliam a instituição da Orientação Educacional em todos os estabelecimentos de ensino, está sempre presente o caráter moralizador, de ajustamento e preventivo, permeando o trabalho deste profissional.

A presença da Orientação Educacional nas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional está mais explicitada na Lei nº 4.024 de 20/12/1961, que institui a Orientação Educativa e Vocacional em cooperação com a família (art. 38), assegurando a participação do Orientador Educacional na escola, regulamentando a sua formação.

A referida lei determina que a formação de orientadores para o ensino primário se dará no ensino normal (art. 52) e para atuarem na educação média, a formação será feita nas faculdades de Filosofia, que criarão cursos específicos para esse fim.

Terão acesso a esses cursos os licenciados em Pedagogia, Filosofia ou Ciências Sociais, graduados em Educação Física pelas Escolas Superiores de Educação Física e os inspetores de ensino, todos com estágio mínimo de três anos no magistério (art. 62).
Nesta Lei a Orientação Educacional fica caracterizada por seu aspecto preventivo e psicológico e deveria contribuir para a formação integral da personalidade do adolescente, para o seu ajustamento pessoal e social.

A perspectiva do desenvolvimento integral da personalidade do aluno é encontrada no objetivo da Orientação Educacional na Lei nº 5.564/68, que regulamenta o exercício da profissão do Orientador Educacional caracterizada por uma abordagem psicológica e preventiva, destacando assim, em termos de especializações, a Orientação Educacional como profissão regulamentada.

Esta mesma Lei diferencia a Orientação Educacional da Orientação Profissional, sendo que esta ficou destinada mais à orientação vocacional nas escolas industriais, objetivando ajustar os alunos aos cursos oferecidos para suprir o mercado de trabalho, enquanto aquela atuava na escola numa perspectiva de ajustamento, de prevenção de problemas e de identificação das diferenças individuais para ajustar o ensino a elas.
Outro documento legal, o Parecer nº 632/69 apresenta os objetivos da Orientação Educativa, caracterizando-a na área pedagógica, atribuindo ao Orientador Educativo “guiar os jovens na sua formação moral, cívica e religiosa” e “estimular o sentido de vida comunitário, favorecendo melhor relacionamento dos jovens com a família, a escola e a comunidade”.
Destaca-se, neste período, a Lei nº 5.540/68, que tratou a Reforma Universitária e aborda a formação dos especialistas. Também o Parecer nº 252/69, um dos mais importantes documentos que trata da formação do Orientador Educacional, pois apresenta um histórico à cerca do tema, críticas à Lei nº 4.064/61 e ao Parecer nº 251/62, sendo que neste ao fixar o currículo mínimo, a duração do curso de Pedagogia e as habilitações, não considerou a Orientação Educacional.

Já a Lei nº 5.692/71 instituiu a obrigatoriedade da Orientação Educacional nas escolas de 1º e 2º graus e privilegia a área vocacional, pretendendo instituir o ensino profissionalizante obrigatório que, por meio do aconselhamento vocacional, oportunizava a escolha de uma profissão que atendesse as demandas do mercado de trabalho. O Parecer 339/72 destacou a importância da sondagem de aptidões, reforçando a utilização de técnicas apropriadas para a identificação das vocações dos alunos, evidenciando o caráter de aconselhamento psicológico.

Segundo Grinspun (2006), a Orientação Educacional pode ser definida, segundo a Lei nº 5.692/71, como “um atendimento ao momento histórico-político no período de sua implantação e desenvolvimento. Em um enfoque psicologista, a Orientação serviu mais para o próprio sistema do que para os próprios alunos”.

Na LDB, Lei nº 9394/96 de 20/12/1996, a Orientação Educacional é explicitada apenas no art. 64, que trata da “formação dos profissionais da Educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e Orientação Educacional para a Educação Básica, que deverá ser feita em cursos de graduação em Pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional”, porém a importância da formação profissional do Orientador Educacional perpassa toda a Lei, em vários artigos, no que se refere ao Ensino Médio, quanto aos currículos relacionados à preparação geral para o trabalho, principalmente relacionados às alternativas da Educação Básica de Jovens e Adultos e à Educação Profissional.

Além da legislação explicitar a Orientação Educacional e sua formação de forma mais geral, existe questão da formação deste profissional, que ficou vaga, pois não existe mais um curso específico que forme orientadores educacionais. Há alguns anos a formação era feita em um curso específico dentro da Pedagogia, atualmente só em nível de pós-graduação, não sendo oferecido em todas as universidades.

A formação anterior, feita com base à luz das antigas legislações, deu muita ênfase às teorias da Psicologia, permeando o trabalho do orientador educacional como alguém que poderia antecipar os problemas dos alunos para ajustá-los ao meio ou quando muito se tornou um aplicador de testes vocacionais e, que também visavam o ajustamento do aluno ao mercado de trabalho, sem questionar muito a validade destas práticas, acabando por acirrar as críticas à atuação deste profissional dentro da escola e a necessidade de que esta função se mantivesse nos quadros escolares.

Desta forma criou-se o impasse gerador da crise paradigmática sobre a atuação do Orientador Educacional e a relevância de sua função na escola. Muitos profissionais foram aposentando-se e não foram substituídos, pois parecia que não faziam falta, uma vez que os problemas de estrutura social e econômica foram aumentando e o Orientador Educacional não conseguiu acompanhar este movimento com a mesma rapidez, sendo alvo de toda a sorte de críticas ao trabalho que vinha desempenhando.

Podemos observar que alguns Orientadores Educacionais com mais tempo de carreira e que são oriundos desta modalidade mais antiga de formação, ainda confundem suas funções na escola, atuando mais como assistente social ou no atendimento com cunho mais psicológico, do que como educador que pensa, reflete e propicia o diálogo entre os atores sociais do processo educacional, ajudando a buscar soluções compartilhadas para os problemas que surgem.

Nesta breve análise, observa-se que uma vez que o modelo de Orientação Educacional implantado no Brasil no final dos anos 30 foi uma cópia do modelo norte-americano, que previa uma rede de suporte com especialistas (psicólogos, fonoaudiólogos, neurologistas, etc…) para trabalhar com a demanda encaminhada pelo Orientador Educacional, no Brasil esta rede de suporte nunca foi efetivamente implantada, portanto a formação que este profissional recebeu estava calcada em pressupostos que acabaram por desestruturar a prática da Orientação Educacional, pois não havia, e ainda não há, uma rede de suporte que dê sustentação ao seu trabalho de diagnóstico das dificuldades na escola com o atendimento especializado às demandas que se fazem necessárias a estes encaminhamentos, dificultando ainda mais o seu trabalho.

Diante deste contexto, uma leitura crítica da legislação e dos contextos sociais em que foram promulgadas nos leva a compreender que a orientação educacional no Brasil tem cumprido os papéis que dela eram esperados; muitas vezes a favor do sistema excludente e poucas vezes carregada de ousadia no sentido da emancipação das camadas populares. Isso se deve, principalmente, ao fato de estar atrelada às políticas educacionais vigentes nos diferentes momentos históricos.

 

2.3.ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E OS DESAFIOS DA ATUALIDADE

 

Na atualidade a orientação educacional está mobilizada com outros fatores que vão muito além de auxiliar e cuidar educandos com problemas. Há, portanto, necessidade de nos inserirmos em uma nova abordagem de Orientação, voltada para a formação de um cidadão que esteja mais comprometido com seu tempo.

É necessária uma proposta mais crítica e democrática ao trabalhar com o aluno no desenvolvimento do seu processo de cidadania, trabalhando a subjetividade e a intersubjetividade, obtidas através do diálogo nas relações estabelecidas.

O papel do Orientador Educacional, hoje, está comprometido com a mediação, transformação e organização de um currículo problematizador, onde o aluno constrói seu  próprio conhecimento, estimulado pela busca constante da resolução dos conflitos que surgem no confronto de ideias, onde é incentivado a expressar-se com liberdade, onde o erro passa a ser construtivo e motivador na busca de novas respostas, onde o aluno é orientado a sair do senso comum em direção a uma concepção mais elaborada de mundo, partindo de sua realidade vivencial para a ampliação do seu saber e o acesso a outros saberes.
É um processo permanente de construção, desconstrução e reconstrução do conhecimento por parte do aluno, sendo o professor um facilitador deste processo e o orientador educacional um mediador destas relações no cotidiano pedagógico da escola, compreendendo criticamente as relações que se estabelecem no processo educacional, buscando trabalhar integradamente com todos os atores sociais de todos os setores da comunidade escolar, sem deixar de olhar sensivelmente todas os aspectos destas relações.
Isso é o que nos motiva a buscar, cada vez mais, enquanto Orientadores Educacionais, uma formação específica, engajada com estes valores e contexto. A Orientação busca os meios necessários para que a escola cumpra seu papel de educar com base em seu projeto político-pedagógico, promovendo as condições básicas para formação da cidadania dos alunos.

O orientador na atualidade é aquele que discute as questões da cultura escolar promovendo estratégias para que sua realidade não se cristalize em verdades intransponíveis, mas se articule com prováveis verdades vividas no dia-a-dia da organização escolar.

Rangel (2003, p. 142) destaca:

 

Ensinar a aprender e aprender a ensinar são conceitos que se associam à reconstrução ou reelaboração do conhecimento, enquanto processos que se realizam com a parceria de alunos, professores e setores, no cotidiano escolar. Ensinar não é só instruir ou informar, mas reconstruir conteúdos e processos de aprendizagem. Essa reconstrução se dá no movimento e nas relações entre professores, alunos, conteúdos, avaliação, recuperação e contexto da aprendizagem. Pesquisar é indagar, investir, aproximar-se dos fatos, com base teórica e metodológica pertinente à construção dos objetos de pesquisa, com especial atenção aos sujeitos que vivenciam o cotidiano.

 

Participando sempre, ao lado de todas as seções da escola, inclusive na construção do projeto político pedagógico, o orientador encontra um momento propício para planejamentos conjuntos, resolução de conflitos, no intuito de construir uma escola cidadã com objetivos em comum na busca pela transformação da sociedade.

A Escola, hoje, tem um papel muito mais complexo do que antes, pois tem que educar com as novas formas de educação impostas pela prática social, como a questão da mídia e a questão das representações sociais e do imaginário, que estão presentes quando se fala em educar o sujeito. A Orientação Educacional, também passa por esse processo de adequação, pois, atua diretamente com professores, alunos e comunidade escolar.

Nas concepções tradicionais, a Orientação Educacional tinha o papel de ajustar o aluno à escola, à família e à sociedade, levando em consideração um modelo de homem, de sociedade, de escola e até de Orientação. Na pedagogia tradicional o orientador tinha a responsabilidade de aplicar testes e instrumentos de medida. Já na pedagogia renovada o orientador tinha o papel de consultor, identificando as mudanças no desenvolvimento do aluno através de atividades de estimulo. Nas concepções progressistas, a orientação trabalha com a realidade social do aluno, diante as contradições e conflitos, fazendo a mediação entre indivíduo e sociedade. O indivíduo é construído no processo histórico e social da vida humana.

Segundo GRINSPUN (2006, p. 55) “O orientador educacional dialetiza as relações e vê o aluno como um ser real, concreto e histórico”. Dessa forma, ele assume uma postura política, percebendo que a educação faz parte de um contexto sócio-econômico-político-cultural e que o aluno é o principal sujeito desse contexto onde, o mesmo está inserido em uma determinada sociedade.

Por isso, o Orientador Educacional é um profissional de grande importância na escola, pois, ele vai articular meios de ajudar o aluno a compreender as redes de relações que na sociedade se estabelecem. Hoje, torna-se necessário que o Orientador Educacional, tenha uma boa formação política-pedagógica, psicológica e cultural, pois o sujeito/aluno hoje, não é o mesmo de ontem.

Esse olhar diante o cotidiano do aluno ede sua formação. É importante porque o sujeito que está na escola tem direta ou indiretamente a participação em outros meios tendo contato com diversos conhecimentos. Porém, como diz Saviani, (2000, p. 41) “é preciso concretizá-lo no cotidiano, questionando, respondendo, avaliando, num trabalho desenvolvido por grupos e indivíduos que constroem o seu mundo e o fazem por si mesmos”. O orientador então, atua possibilitando conhecimentos sistemáticos, levando o aluno a ter uma “consciência crítica” como dizia o Educador Paulo Freire.

Conforme VILLON (1994)“o trabalho do orientador educacional deve ser o de propiciar a aproximação entre a escola e a comunidade, desvelando os papéis e a influência que diversas instituições, tais como clubes, indústrias, comércios locais, associações, clubes, etc. exercem na comunidade”. Preconiza a liberdade de extrapolar o espaço escolar indo rumo à comunidade escolar. A autora também aponta que o campo de atuação do orientador educacional não se limita à microestrutura escolar.

ASSIS (1994) apresenta a importância do papel do orientador educacional como corresponsável pela aprendizagem dos alunos. Questiona as práticas docentes envolvendo os aspectos didático-pedagógicos, tais como metodologia, avaliação, relação professor-aluno, objetivos, conteúdos, e mostra a necessidade de que os docentes conheçam e reflitam sobre o real significado da existência da escola e sua função social. A autora diz que a Filosofia ajuda o orientador educacional no sentido das práxis pedagógicas e acrescenta: “Outros conhecimentos devem fundamentar a prática do orientador educacional, tais como: Psicologia, Sociologia, História da Educação e História do Brasil (até nossos dias), além de outros, oriundos da Antropologia, Ciências Políticas, Metodologia e Pesquisa em uma abordagem qualitativa”. (p. 137)

PLACCO (1994, p. 30) conceitua a orientação educacional comoum processo social desencadeado dentro da escola, mobilizando todos os educadores que nela atuam – especialmente os professores – para que, na formação desse homem coletivo, auxiliem cada aluno a se construir, a identificar o processo de escolha por que passam, os fatores socioeconômico-político-ideológicos e éticos que o permeiam e os mecanismos por meio dos quais ele possa superar a alienação proveniente de nossa organização social, tornando-se, assim, um elemento consciente e atuante dentro da organização social, contribuindo para sua transformação.

De acordo com estudos realizados, esse período referente à década de 1980, que GRINSPUN (1994) chama de “questionador”, foi marcado por estudos, congressos, lutas sindicais, que, articuladamente, transformaram-se em grandes conquistas para os orientadores educacionais.

O “orientador”, a partir da década 90 ainda vivia de incertezas e questionamentos por não saber se a nova LDB traria ou não menções ao Orientador Educacional em seu texto.

Tais questionamentos foram dizimadas com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96), que em seu artigo 64, diz:

“A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional.” (LDB 9394/96,)

Embora pareça reconhecida a sua importância pela LDB, ao mesmo tempo deixa em aberto a formação profissional do orientador. Isso pode levar os cursos de Pedagogia a deixarem de formar o orientador educacional, relegando para a pós-graduação tal tarefa.

Inicia-se um novo período nos anos 2000. O ensino, de uma maneira geral, e, em especial, o ensino público, está bastante conturbada. Globalmente, o país está mal no cenário educacional. É comum vermos reportagens mostrando o baixo nível de aprendizagem dos alunos nas escolas brasileiras. Isso mostra que a equipe escolar precisa ser rearticulada. No entanto, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Pedagogia, Licenciatura, em Parecer aprovado em 13/12/2005, reduzem a orientação educacional à área de serviços e apoio escolar, o que significa mais um passo para a extinção total desta função.

Não resta dúvida de que a gestão escolar que visa à emancipação necessita de apoio e trabalho conjunto de diferentes profissionais da educação, em suas diferentes frentes de atuação, que não podem ser relegadas a segundo plano. Toda escola realiza um trabalho pedagógico composto por situações de caráter burocrático-administrativo e situações de caráter pedagógico-administrativo.

Assim, também a prática da Orientação Educacional que se quer orientada por uma nova Teoria deve transformar-se por inteiro, a começar da negação do Orientador, enquanto autoridade, o que só é possível através da tomada de consciência do papel político que o orientador desempenha enquanto intelectual. Essa tomada de consciência permitir-lhe-á, transformar sua prática e, colocando-se ao lado de interesses dominados, integrá-la em um projeto político mais amplo que vise à transformação social.

Para ressignificar o papel do orientador no cotidiano escolar essa tarefa precisa ser entendida como um processo dinâmico, contínuo e sistemático, estando integrada em todo o currículo escolar sempre encarando o aluno como um ser global que deve desenvolver-se harmoniosa e equilibradamente em todos os aspectos: intelectual, físico, social, moral, estético, político, educacional e vocacional.

Freire (1996, P.33) enfatiza:

 

Não é possível pensar os seres humanos longe, sequer, da ética, quanto mais fora dela. Estar longe ou pior, fora da ética, entre nós, mulheres e homens, é uma transgressão. É por isso que transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador.

 

A Orientação Educacional destina-se à realização de potencialidades humanas, deve, necessariamente, ver suas teorias e sua prática libertadas das ingerências da ideologia dominante que, baseadas no interesse de uma classe, não permite uma prática que se realize no interesse da totalidade da sociedade, pois essa é constituída de classes antagônicas.

Para o orientador educacional ajudar a escola, precisa auxiliar na construção do projeto político-pedagógico, mostrando a importância da ética e dos valores na educação dos alunos. O trabalho desse profissional não é fácil, mas satisfatório, sendo que contribui para uma nova educação, para Grinspun(2014).

 

Que pretende não apenas ser informativa, voltada para o processo ensino/aprendizagem; uma educação comprometida com os valores, com a ética, com a construção da subjetividade, com a construção da cidadania” (p. 69). O trabalho do orientador é focado basicamente com valores, por isso a importância da reflexão sobre a ética e a ligação desses valores com a educação. “A virtude intelectual hoje passa, necessariamente, por uma formação ética de aplicação mundial, capaz de tornar a convivência humana aberta às diferenças e de estabelecer canais de comunicação que sustentam a justiça e a paz que o mundo precisa (ALMEIDA, 2002, p. 11).

 

Hoje, a função do orientador educacional liga-se à construção da cidadania, à participação política, e o seu trabalho reveste-se de uma dimensão mais pedagógica. Por isso, somos a favor da inclusão deste profissional em todas as escolas públicas brasileiras.

Além de conhecer o contexto socioeconômico e cultural da comunidade, bem como a realidade social mais ampla, o orientador educacional pode ser um profissional da educação encarregado de desvelar as forças e contradições presentes no cotidiano escolar e que podem interferir na aprendizagem. “A prática dos orientadores deve estar vinculada às questões pedagógicas e ao compromisso ético de contribuir na construção de uma escola democrática, reflexiva e cidadã”. (BALESTRO, 2005. p. 21).

Entendemos que a escola pode constituir-se em espaço social e político que luta por uma sociedade mais justa, mais democrática, mais humana, a partir da influência positiva do profissional orientador educacional. O orientador, aliado aos demais profissionais da escola e a outros pedagogos, pode contribuir em muito para a organização e dinamização do processo educativo.

 

3.CONCLUSÃO

A partir do exposto podemos concluir que a Orientação Educacional busca os meios necessários para que a escola cumpra seu papel de ensinarcom base em seu projeto político-pedagógico, promovendo as condições básicas para formação da cidadania dos alunos.

Acreditamos que o verdadeiro orientador educacional é aquele que discute as questões da cultura escolar promovendo meios para que sua realidade não se cristalize em verdades transponíveis, mas se articule com prováveis verdades vividas no dia-a-dia da organização escolar.

Muitas teorias da Orientação Educacional, quando não consideram a ligação necessária entre Educação e Sociedade, podem não dar conta da prática que pretendem orientar.Hoje, porém, a função do orientador educacional liga-se à construção da cidadania, à participação política, e o seu trabalho reveste-se de uma dimensão mais pedagógica.

É preciso lançar ao educando novas perspectivas sobre o sentido da formação da cidadania, e educar para participação social, para o reconhecimento das diferenças entre vários grupos sociais, para a diversidade cultural, para os valores e direitos humano por meio da Orientação Educacional como prática social ampla, a serviço da escola.

Para nortear nossa reflexão, retomamos dados históricos para melhor compreender e ressignificar o contexto atual apontando para diversos que podem ser beneficiadas com o trabalho do profissional orientador educacional: o aluno, a escola, a família, a comunidade e a sociedade.       Somente um profissional esclarecido sobre suas funções de trabalho e competente vai possibilitar as mudanças que a sociedade precisa, e um novo rumo para a educação. Na atualidade é notável que muitos valores foram perdidos e o orientador educacional vai ser a ponte para direcionar os alunos a uma vivência de valores, afeto, conscientização e humanização.

Nesse sentido constatamos que a Escola, hoje, tem um papel muito mais complexo do que antes, pois tem que educar com as novas formas de educação impostas pela prática social, como a questão da mídia e a questão das representações sociais e do imaginário, que estão presentes quando se fala em educar o sujeito.

 

REFERÊNCIAS

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[1] Aluna do Curso de Pós-Graduação em Educação Interdisciplinar

[2] Aluna do Curso de Pós-Graduação em Educação Interdisciplinar

[3] Orientadora – Doutora em Ciências da Cultura Física.

[4] Faculdades de Santo Augusto- RS

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