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O PAPEL DA FAMÍLIA COMO COOPARTICIPANTE NO PROCESSO DO DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

O PAPEL DA FAMÍLIA COMO COOPARTICIPANTE NO PROCESSO DO DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

Ao observarmos os primórdios da educação, percebemos que a família foi a primeira responsável pelo processo educativo dos seus filhos. Na história social da infância e da família, percebemos que a partir do século XVII aparece um padrão de familia nuclear, firmando uma visão de família como algo natural na organização humana, junto com a visão de grande parte das escolas que toma corpo como parâmetro de normalidade social.
A escola de hoje é produto de mudanças e diferentes concepções que foram sendo acumuladas ao longo do tempo. No molde atual, a instituição concentrou todas as características das famílias educadoras da idade média, pois a escola cada vez tomou para si funções familiares como a educação e as responsabilidades dos pais vão, cada vez mais, tomando menos espaço. Como resultados, temos muitas crianças deixadas à própria sorte, pois os pais assumiram seus papéis sociais no mundo e na sociedade e a escola, sozinha, não consegue abranger todo o processo formativo demandado pela compexidade humana.
Desse modo, destacamos a importância de uma parceria entre a família e a escola, mesmo que cada uma apresente valores e objetivos próprios no que se menciona à educação de uma criança, uma precisa da outra e, quanto maior for a diferença maior será a necessidade de relacionar-se. Uma vez que, no processo pedagógico, a diversidade de mundivisões potencializa o ato formativo. Essas diferenças e necessidades ficaram manifestas durante as entrevistas e reuniões realizadas com as famílias: momentos dialógicos importantes que reforçam parcerias e ascrescem à Educação. Porém, é importante lembrar que nem a escola e nem a família precisam alterar a forma de se organizarem, basta que estejam abertos à troca de experiências através de uma parceria significativa. A escola não trabalha isoladamente, é necessário que cada um dentro da sua função, trabalhe buscando atingir uma construção coletiva, colaborando assim, para a melhoria do desempenho escolar das crianças. A CF/88 coloca que
O ambiente familiar, bem como suas relações com o aprendizado escolar é muito importante para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Como observamos a legislação estabelece que a família deva desempenhar papel educacional e não incumbir apenas à escola a função de educar, conforme o art. 205 – Constituição Federal.

Nesse significado, podemos afirmar que a família é fundamental na formação de qualquer indivíduo, culturalmente, socialmente, como cidadão e como ser humano, sendo que, todo mundo faz parte da instituição que é a família. A mesma Carta Magna, reverbera no capítulo que trata da Educação que a mesma é repsonsabilidade da família e do Estado, incentivada pela sociedade civil. Desse modo, os termos da legislação já promovem essa relação entre essas duas instituições promotoras do ato educativo.
Quando falamos da família relacionando-a com a escola, é necessário fazer um estudo sobre o cenário familiar atual, não esquecendo que a família através dos tempos vem passando por um intenso processo de transformação. A família é o primeiro e principal contexto de socialização dos seres humanos, é uma mudança constante na vida das pessoas; mesmo que ao longo da vida se cruze com outros contextos como a escola e o trabalho.
De acordo com Piaget (1984) e Vygotsky (1998), a aprendizagem é resultado da interação do indivíduo com o outro, considerando-se a maturação biológica, a bagagem cultural e a nova situação que se apresenta. Portanto, existem diferenças individuais que precisam ser levadas em conta quando se trata de aprendizagem escolar, pois, esta é um processo pessoal, individual que depende de múltiplos fatores e da realidade na qual a criança está inserida. É necessária, portanto, a relação família/escola para que o processo seja pleno em sua demandada diversidade e complexidade.

PIAGET, Jean. Para onde vai à educação? Rio de Janeiro: José Olímpio, 2007.
PIAGET, J. Seis estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1984.
PRADO, Danda. O que é família. São Paulo: Brasiliense, 1981.
VYGOTSKY, L. S. A Formação social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
BRASIL. Constituição Federal. Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília: Ministério das Comunicações, 1988.

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