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A EXECUÇÃO DO PNAE NO MUNICÍPIO DE CERRO GRANDE

Márcia CampagnoloBianchetto

Salete Brocco Sartori

Claudia Campagnolo Benedette

 

O presente trabalho abordará a evolução do PNAE – Programa Nacional da Alimentação Escolar, interessando a investigação das suas diretrizes, a importância da alimentação saudável para os educandos e a atuação e desenvolvimento do programa no município de Cerro Grande. Assim, identificando os agentes responsáveis pela implementação, os processos de execução deste programa, bem como a sua relevância no meio escolar.

Desta forma, justifica-se este estudo pela relevância de conhecer de maneira aprofundada todas as interfaces deste programa. Isto posto, após esta fase de conhecimento do programa busca-se possíveis melhorias e solucionar problemas que se apresentarem.

Por meio da atuação do CAE – Conselho da Alimentação Escolar, da fiscalização das unidades executoras, do controle e responsabilidades da nutricionista com a merenda escolar, os objetivos do programa serão alcançados da melhor forma, com transparência e uso adequado dos recursos públicos para qual é destinado. Contudo é preciso conhecer e entender o desenvolvimento e atuação do programa no município de Cerro Grande, como é arealizada a pratica e atuação dos responsáveis para a fiscalização e aplicação dos recursos, dialogando e visitando as escolas.

EVOLUCÃO DO PROGRAMA NACIONALDE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DESDE SUA CRIAÇÃO ATÉ OS DIAS ATUAIS

 

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), conhecido como Programa da Alimentação Escolar, foi criado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que visa à transferência, dos recursos financeiros aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios que são destinados para suprir, parcialmente, as necessidades nutricionais dos alunos. Sendo um dos mais importantes programa na área de alimentação escolar no mundo e é o único com atendimento universalizado.

O PNAE- Programa da Alimentação escolar teve sua origem no início da década de 40, quando o então Instituto de Nutrição defendia a proposta de o Governo Federal oferecer alimentação ao escolar. Entretanto, não foi possível concretizá-la, por indisponibilidade de recursos financeiros.

Na década de 50, foi elaborado um abrangente Plano Nacional de Alimentação e Nutrição, denominado Conjuntura Alimentar e o Problema da Nutrição no Brasil. É nele que, pela primeira vez, se estrutura um programa de merenda escolar em âmbito nacional, sob a responsabilidade pública.

No entanto apenas o Programa de Alimentação Escolar sobreviveu, contando com o financiamento do Fundo Internacional de Socorro à Infância (Fisi), atualmente Unicef, que permitiu a distribuição do excedente de leite em pó destinado, inicialmente, à campanha de nutrição materno-infantil.

Em 31 de março de 1955, foi assinado o Decreto n° 37.106, que instituiu a Campanha de Merenda Escolar (CME), subordinada ao Ministério da Educação. Na ocasião, foram celebrados convênios diretamente com o Fisi e outros organismos internacionais.

Em1956, com a edição Decreto n° 39.007, de 11 de abril de 1956, ela passou a se denominar Campanha Nacional de Merenda Escolar (CNME), com a intenção de promover o atendimento em âmbito nacional.

 

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No ano de1965, o nome da CNME foi alterado para Campanha Nacional de Alimentação Escolar (CNAE) pelo Decreto n° 56.886/65 e surgiu um elenco de programas de ajuda americana, entre os quais destacavam-se o Alimentos para a Paz, financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid); o Programa de Alimentos para o Desenvolvimento, voltado ao atendimento das populações carentes e à alimentação de crianças em idade escolar; e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU).

A partir de 1976, embora financiado pelo Ministério da Educação e gerenciado pela Campanha Nacional de Alimentação Escolar, o programa era parte do II Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (Pronan). Somente em 1979 passou a denominar-se Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Com a promulgação da Constituição Federal, em 1988, ficou assegurado o direito à alimentação escolar a todos os alunos do ensino fundamental por meio de programa suplementar de alimentação escolar a ser oferecido pelos governos federal, estaduais e municipais.

Desde sua criação até 1993, a execução do programa se deu de forma centralizada, ou seja, o órgão gerenciador planejava os cardápios, adquiria os gêneros por processo licitatório, contratava laboratórios especializados para efetuar o controle de qualidade e ainda se responsabilizava pela distribuição dos alimentos em todo o território nacional.

Descentralização – Em 1994, a descentralização dos recursos para execução do Programa foi instituída por meio da Lei n° 8.913, de 12/7/94, mediante celebração de convênios com os municípios e com o envolvimento das Secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal, às quais delegou-se competência para atendimento aos alunos de suas redes e das redes municipais das prefeituras que não haviam aderido à descentralização.

Nesse período, o número de municípios que aderiram à descentralização evoluiu de 1.532, em 1994, para 4.314, em 1998, representando mais de 70% dos municípios brasileiros.

A consolidação da descentralização, já sob o gerenciamento do FNDE, se deu com a Medida Provisória n° 1.784, de 14/12/98, em que, além do repasse direto a todos os municípios e Secretarias de Educação, a transferência passou a ser feita automaticamente, sem a necessidade de celebração de convênios ou quaisquer outros instrumentos similares, permitindo maior agilidade ao processo. Nessa época, o valor diário per capita era de R$ 0,13, ou US$ 0,13 (o câmbio real/dólar nesse período era de 1/1).

Principais avanços – A Medida Provisória n° 2.178, de 28/6/2001 (uma das reedições da MP n° 1.784/98), propiciou grandes avanços ao PNAE. Dentre eles, destacam-se a obrigatoriedade de que 70% dos recursos transferidos pelo governo federal sejam aplicados exclusivamente em produtos básicos e o respeito aos hábitos alimentares regionais e à vocação agrícola do município, fomentando o desenvolvimento da economia local.

Outra grande conquista foi a instituição, em cada município brasileiro, do Conselho de Alimentação Escolar (CAE) como órgão deliberativo, fiscalizador e de assessoramento para a execução do Programa. Isso se deu a partir de outra reedição da MP n° 1.784/98, em 2 de junho de2000, sob o número 1979-19. Atualmente, os CAEs são formados por representantes de entidades civis organizadas, dos trabalhadores da educação, dos discentes, dos pais de alunos e representantes do poder Executivo.

A partir de 2006, uma conquista fundamental foi a exigência da presença do nutricionista como Responsável Técnico pelo Programa, bem como do quadro técnico composto por esses profissionais em todas as Entidades Executoras, o que permitiu uma melhoria significativa na qualidade do Pnae quanto ao alcance de seu objetivo.

Outro marco que merece destaque, a partir de 2006, foi estabelecimento de parceria do FNDE com as Instituições Federais de Ensino Superior, culminando na criação dos Centros Colaboradores de Alimentação e Nutrição Escolar – Cecanes, que são unidades de referência e apoio constituídas para desenvolver ações e projetos de interesse e necessidade do Pnae, com estrutura e equipe para execução das atividades de extensão, pesquisa e ensino. Dentre essas atividades, merece destaque as capacitações dos atores sociais envolvidos no Programa.

O Pnae é conhecido mundialmente como um caso de sucesso de Programa de Alimentação Escolar Sustentável. Nesse contexto, é importante ressaltar os Acordos Internacionais firmados com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura – FAO e com o Programa Mundial de Alimentos – PMA, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, com vistas a apoiar o desenvolvimento Programas de Alimentação Escolar Sustentáveis em países da América Latina, Caribe, África e Ásia, sob os princípios da Segurança Alimentar e Nutricional e do Direito Humano à Alimentação Adequada.

Em 2009, a sanção da Lei nº 11.947, de 16 de junho, trouxe novos avanços para o PNAE, como a extensão do Programa para toda a rede pública de educação básica, inclusive aos alunos participantes do Programa Mais Educação, e de jovens e adultos, e a garantia de que, no mínimo, 30% dos repasses do FNDE sejam investidos na aquisição de produtos da agricultura familiar. Outra mudança importante foi a inclusão do atendimento, em 2013, para os alunos que frequentam o Atendimento Educacional Especializado – AEE, para os da Educação de Jovens e Adultos semipresencial e para aqueles matriculados em escolas de tempo integral.

Em relação aos recursos financeiros, o PNAE transfere per capitas diferenciados para atender as diversidades étnicas e as necessidades nutricionais por faixa etária e condição de vulnerabilidade social. Dessa forma, merece destaque o fato de o Programa priorizar os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas quanto à aquisição de gêneros da Agricultura Familiar, bem como diferenciar o valor do per capita repassado aos alunos matriculados em escolas localizadas em áreas indígenas e remanescentes de quilombos. Em 2012, aumentou o valor repassado aos alunos matriculados em creches e pré-escolas, sob a diretriz da política governamental de priorização da educação infantil.

Em 17 de junho de 2013, foi publicada a Resolução FNDE nº 26, que fortalece um dos eixos do Programa, a Educação Alimentar e Nutricional (EAN), ao dedicar uma Seção às ações de EAN. Essa medida vai ao encontro das políticas públicas atuais relacionadas à Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), visto a existência do Plano de SAN, do Plano Nacional Combate à Obesidade e do Plano de Ações Estratégicas para o enfretamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT).

Destaca-se ainda que, em 2 de abril de 2015, a Resolução CD/FNDE nº 4, considerando o fortalecimento da Agricultura Familiar e sua contribuição para o desenvolvimento social e econômico local, alterou a redação dos artigos 25 a 32 da Resolução FNDE nº 26, que tratavam da aquisição de gêneros alimentícios oriundos da agricultura familiar  e do empreendedor familiar rural ou suas organizações. A Resolução publicada em 2015 modificou a forma de aplicação dos critérios para seleção e classificação dos projetos de venda; estabeleceu o que são grupos formais e informais de assentados da reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas e quilombolas e critérios para desempate; definiu os locais onde deverão ser divulgados os editais das chamadas públicas; incluiu o documento para habilitação dos projetos de venda dos grupos formais; estabeleceu os preços dos produtos a serem adquiridos da agricultura familiar são aqueles publicados na chamada pública; definiu o limite individual de venda para o agricultor familiar na comercialização para o PNAE por entidade executora; estabeleceu novas regras para o controle do limite individual de venda dos agricultores familiares; e definiu modelos de edital de chamada pública, de pesquisa de preços de projeto de venda e de contrato.

 

PNAE – PROGRAMA NACIONAL DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E SUAS DIRETRIZES

 

O programa tem como objetivo principal, colaborar e contribuir para o desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, fornecendo subsídios e recursos que contribuam para o rendimento escolar, garantindo que cada criança tenha uma refeição diária e junto a isso se desenvolvam hábitos saudáveis, através de ações nutricionais, durante sua permanência na escola.

Compreendemos que o envolvimento dos entes federados, Estados, Distrito Federal e Municípios na execução desse programa são de suma importância, pois através dessas responsabilidades de cada ente objetiva que as ações sejam contempladas e com o enfoque na gestão democrática, estimula e propícia o exercício do controle social, dinamizando a economia local, gerando mais desenvolvimento emprego e renda, valorizando os hábitos alimentares de cada região bem como valorizando e contemplando os alimentos produzidos na região, valorizando o produtor, dando oportunidades de gerar renda.

De acordo com a lei nº 11.947, de junho de 2009, foi instituído como diretrizes da alimentação escolar:

Alimentação saudável e adequada, com uso de alimentos variados, de boa qualidade, seguros, que respeitem a cultura local, as tradições e os hábitos da alimentação saudável, que contribua para o rendimento e aprendizagem escolar respeitado a faixa etária e seu estado de saúde, priorizando os que necessitam de algumas recomendações e atenção específica para cada caso em especial.

Assegurar a alimentação e nutrição para a pratica da alimentação saudável atendendo todas as crianças matriculadas na rede pública da educação básica.

Que os Conselhos da alimentação escolar(CAE) sejam efetivos na participação social no acompanhamento e na execução dos recursos para qual é destinado;

Priorizar o desenvolvimento sustentável com a aquisição dos alimentos diversificados, produzidos na região local, valorizando e priorizando assim a agricultura familiar.

Garantir com segurança para as crianças com vulnerabilidade social, que tenham acesso a alimentação escolar de forma igualitária, respeitando as idades, gêneros e condições de saúde.

Respeitando e seguindo as diretrizes, através da fiscalização da comunidade e dos Conselhos, conseguiremos atingir os objetivos do programa atendendo a demanda exigida, com qualidade e comprometimento através da fiscalização e a execução e gastos públicos.

 

ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO

 

As ações de alimentação e nutrição no PNAE abrangem a avaliação do estado nutricional dos estudantes atendidos pelo PNAE; a identificação de indivíduos com necessidades nutricionais específicas; a realização de ações de educação alimentar e nutricionais para a comunidade escolar, articuladas com a coordenação pedagógica da escola; o planejamento e a coordenação da aplicação do teste de aceitabilidade; a elaboração e implantação do Manual de Boas Práticas de acordo com a reali­dade de cada unidade escolar; a interação com os agricultores familiares e empreendedo­res familiares rurais de forma a conhecer a produção local, inserindo estes produtos na alimentação escolar; o planejamento e acompanhamento dos cardápios da alimentação escolar, entre outras.

O nutricionista é um profissional essencial para a adequada execução do PNAE. Compete ao nutricionista responsável técnico (RT) assumir as atividades de planejamento, coordenação, direção, supervisão e avaliação de todas as ações de alimentação e nutrição no âmbito da alimentação escolar.

O cardápio da alimentação escolar é um instrumento que visa assegurar a oferta de uma alimentação saudável e adequada, que garanta o atendimento das necessidades nutricionais dos alunos durante o período letivo e atue como um elemento pedagógico, caracterizando uma importante ação de educação alimentar e nutricional. Assim, o planejamento dos cardápios, bem como o acompanhamento de sua execução, deve estaraliado para o alcance do objetivo do PNAE.

Os cardápios deverão ser elaborados pelo nutricionista RT, considerando:

  • o emprego da alimentação saudável e adequada, compreendendo o uso de alimentos variados, seguros, que respeitem a cultura, as tradições e os hábitos alimentares saudáveis, atendendo as necessidades nutricionais dos alunos em conformidade com a sua faixa etária e seu estado de saúde;

 

 

  • os gêneros alimentícios produzidos em âmbito local, preferencialmente pela agricultura familiar e pelos empreendedores familiares rurais;
  • o horário em que é servida a alimentação e o alimento adequado a cada tipo de refeição;
  • as especificidades culturais das comunidades indígenas e/ou quilombolas;
  • a oferta de, no mínimo, 3 porções de frutas e hortaliças por semana (200g/aluno/semana), sendo que as bebidas à base de frutas não substituem a obrigatoriedade da oferta de frutas in natura;
  • os aspectos sensoriais, como as cores, os sabores, a textura, a combinação de alimentos e as técnicas de preparo;

Além dessas recomendações, o PNAE, visando limitar a oferta e o consumo de alimentos processados de baixo valor nutricional, ricos em açúcar, gordura e sal estabelece um limite para aquisição de alimentos enlatados, embutidos, doces, alimentos compostos, preparações semiprontas ou prontas para o consumo, ou alimentos concentrados. Proíbe, ainda, a aquisição de bebidas com baixo valor nutricional.

É o PNAE promovendo a educação, a saúde e a melhor qualidade de vida dos nossos alunos!

 

ESTIMULANDO UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL ENTRE AS CRIANÇAS

 

Sendo a escola uma instituição importante, que contribui para a formação da pessoa, contribui com seus alunos em conscientizar seus para uma alimentação saudável.

Uma alimentação saudável é essencial em todas as fases de nossa vida, contudo para cada uma das fases a alimentação tem uma importância diferente. As crianças, precisam de uma alimentação que seja voltada para o crescimento e fortalecimento dos ossos, pele, músculos e órgãos. Pois  nessa fase a criança brinca, pula, aprende a ler e a escrever, entre várias outras coisas, por isso a importância de uma alimentação balanceada é imprescindível, pois nesta fase a criança precisa de energia necessária para todas essas atividades. É também nessa época da vida que formamos nossos hábitos alimentares, ou seja, que “aprendemos” a gostar ou não de certos alimentos.

A escola deve contribuir com grande ênfase na formação dos hábitos alimentares de seus alunos, e a partir de aulas de culinária, o professor pode apresentar vários alimentos às crianças, preparando com seus alunos diversas receitas que envolvam alimentos saudáveis, onde estes podem provar os pratos que fizeram. Dessa forma, além de despertar o espírito de equipe nas crianças, ainda desperta sua curiosidade para provar alimentos novos, conhecendo novos sabores e incluindo-os em sua vida alimentar.

Outra maneira de despertar a atenção das crianças para uma alimentação saudável é estudando os rótulos dos alimentos. A partir dos rótulos podemos saber o que determinado alimento tem como ingrediente, e se ele realmente é saudável ou não. Pedir aos alunos que levem rótulos de alimentos variados para a sala de aula, um exemplo seria pedir o de um biscoito de morango, onde eles podem pontuar quantos alimentos com sabor “morango” eles conhecem. Em seguida fazer alguns questionamentos, como: “Todos esses alimentos foram feitos com morango?”; “Será que a cor ou o sabor desses alimentos foram feitos em laboratórios químicos?”; “Se eu consumir esse produto, o que estarei consumindo?”; “Esse alimento é importante para o desenvolvimento do meu corpo?”; “Esse alimento é saudável?”. Vários questionamentos podem ser feitos para todos os rótulos, e a partir das respostas dadas pelas crianças o professor pode falar sobre a importância de se consumir alimentos naturais, pois eles possuem inúmeros nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo.

Os professores de todas as áreas podem trabalhar com seus alunos projetos com que venha despertar o consumo da alimentação saudável. Na aula de História, os professores podem pedir a seus alunos que pesquisem sobre os hábitos alimentares ao longo dos séculos, e o que mudou; qual o país de origem de cada fruta e hortaliça; qual a influência da cultura na produção e consumo de certos alimentos etc.

No português, os professores podem pedir que os alunos fizessem cartazes sobre alimentação saudável, produzir redações que enfatizem a importância de uma dieta alimentar balanceada, ou os problemas causados pela má alimentação; Criar poemas e poesias sobre alimentação; pesquisar sobre os hábitos alimentares da comunidade em que vivem, entre outras atividades.

Na matemática, o professor pode trabalhar com seus alunos as porcentagens dos alimentos mais consumidos na escola ou comunidade; como medir os ingredientes de uma receita e depois prepará-la na escola; fazer uma pesquisa sobre os índices de subnutrição e obesidade no Brasil, e confeccionar gráficos que representem esses índices etc.

Na geografia, o professor pode trabalhar sobre quais fatores influenciam no crescimento e desenvolvimento de frutas e hortaliças; como as frutas e hortaliças produzidas em uma região são transportadas para outras regiões; qual a influência do clima e do solo na produção das hortaliças e frutas etc.

O PROGRAMA PNAE NO MUNICIPIO DE CERRO GRANDE- RS

 

Compreendemos o Programa Nacional da Alimentação Escolar sendo a base para obtermos uma educação de qualidade, melhorando a aprendizagem através das ações da nutrição saudável, do cardápio variado, da valorização dos produtos da agricultura familiar.

Nosso município possui três escolas municipais localizadas na zona rural, com aproximadamente 300 alunos, estes na sua grande maioria filhos de agricultores, de classe média baixa, com um grande numero de beneficiários da bolça família. Nossa região é diferenciada pela climatização, muito frio no inverno e muito calor no verão, precisando assim ser pensado o cardápio para cada época do ano, favorecendo a produção dos alimentos da agricultura familiar para cada época do ano. Inclusive nos três meses de muito frio, que se estende de 21de junho a 22 de setembro. Nestes meses deve-se pensar em agregar além dos horários da merenda, um café da manhã, pois as crianças saem de suas casas muito cedo e com o montante do frio, precisam se aquecer e se alimentar quando chegam à escola, para poderem estudar com mais entusiasmo e dedicação. As escolas da Rede Municipal, João Raimundi e Getúlio Vargas, possui estufa hidropônica, estas são cuidadas pelos próprios educandos de 6º ao 9º ano, na disciplina implantada em turno oposto que é o DRUS- Desenvolvimento Rural u Sustentável. A produção dessas verduras complementa a merenda escolar, que se torna mais rica e saudável, pois os educandos priorizam e valorizam muito mais os alimentos que eles mesmos produzem junto com os professores.

Para tanto o Conselho (CAE) sendo um órgão permanente, deliberativo de assessoramento com seu papel importante na tomada das decisões deve ser atuante da execução e aplicação dos recursos segue as diretrizes do programa PNAE, sempre dialogando junto com a nutricionista e equipe das escolas na organização do cardápio, cuidando do clima e das necessidades de cada estação. Contudo visita as escolas periodicamente, e se reúnem mensalmente para avaliar as ações do programa acompanhando desde o financeiro até sua aplicação na escola.

A nutricionista com seu papel importante de diagnosticar, acompanhar a situação nutricional, planejar, elaborar o cardápio, acompanhar a compra, supervisionar os alimentos e sua distribuição, conversando com os agricultores e empreendedores rurais, realizar junto com a comunidade as ações nutricionais, bem como assessorar o Conselho da alimentação escolar. Em Cerro Grande, mesmo sendo um município pequeno, tem no quadro uma nutricionista que atua na área da educação, elaborando os cardápios, realizando as pesagens, acompanhandocada criança com casos específicos de alimentação diferenciada, fiscalizando a realização da merenda escolar. Apesar de todos os itens estarem sendo contemplados, devemos cada vez mais aprimorar o trabalho promovendo e conscientizando todos da importância em estrar a frente na elaboração e execução dos recursos públicos provenientes do programa, estabelecendo inclusive articulações, pois os recurso no seu montante são insuficientes, sendo sempre realizados pelo poder público municipal implementação do recurso fazendo ajustes mensais para atender a demanda necessária para oferecermos uma alimentação de qualidade.

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Neste trabalho abordamos a evolução do Programa de Alimentação Escolar, desde sua origem até os dias atuais, suas diretrizes e metas. A alimentação e nutrição como um papel importante para estimular a alimentação saudável entre as crianças e como funciona o Programa PNAE no município de Cerro Grande- RS.

Concluímos que o programa PNAE, com seus princípios e diretrizes, alcançou seu principal objetivo que é promover a alimentação saudável e adequada, respeitando os hábitos alimentares, produzidos no local com seus alimentos diversificados, garantindo que todas as crianças recebam pelo menos uma vez no dia uma alimentação adequada e saudável. Através dos recursos provenientes dos programas e seus responsáveis, principalmente pela fiscalização do CAE as unidades executoras conseguem assegurar a merenda de qualidade para as crianças, pois assim os recursos são aplicados de forma democrática, e transparente e com a participação ativa de todos inclusive do nutricionista, que está sempre estimulando, identificando as necessidades nutricionais, planejando e elaborando o cardápio da alimentação escolar.

 

 

 

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

P214 O Papel do nutricionista no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) / [organizadores Francisco de Assis Guedes de Vasconcelos…et al.]. – 2. ed. – Brasília : PNAE : CECANE- SC, 2012. 38 p. ; il., grafs., tabs

CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO. Gestão de Recursos Federais – Manu al para Agentes Públicos. Disponível em: . Acesso em: agosto de 2006. MINISTÉRI O DA EDUCAÇÃO. Disponível e m: < http://www.fnd e.gov.br/h o m e/>. Acesso em: agosto de 2006.

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BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Secretaria de Educação à Distância. Programa Nacional de Alimentação Escolar. Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE. 4ª ed. Brasília: MEC, FNDE, 2011.

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